Exposição a substâncias químicas no trabalho afeta a fertilidade e a gravidez

By: | Tags: | Comentários: 0 | maio 25th, 2018

Alex Burdorf, Universidade Médica de Roterdam na Holanda e colaboradores publicaram estudo populacional mostrando que mulheres que relatam estar expostas no trabalho a pesticidas e a produtos químicos para moldar os produtos plásticos estão associadas a uma menor fertilidade e também a recém nascidos de baixo peso. Ao mesmo tempo, o aspecto físico do trabalho, como a luminosidade, pode ser benéfico sobre os resultados da
gravidez. Entretanto, nenhuma estimativa de exposição química usada em outro grande trabalho prospectivo sobre controle populacional foi totalmente confiável, sugerindo que as medições atuais no local de trabalho possam quantificar esses efeitos.

Os achados são baseados em um estudo chamado de Geração R, que rastreou 8.880 mulheres e seus filhos nascidos entre Abril de 2002 e Janeiro de 2006 em Roterdam. Para análise os investigadores examinaram associações entre os aspectos do trabalho com três resultados – O tempo que a mulher levou para engravidar, os nascimentos prematuros e a diminuição do peso ao nascimento.

Muito dos dados para análise do ambiente de trabalho veio de um questionário aplicado na metade da gravidez, com dados completos de 6.302 mulheres. O resultado da gravidez foi obtido das enfermeiras obstetrizes e dos registros hospitalares.

A exposição química no ambiente de trabalho foi estimada de duas formas – informações da própria paciente e de dados obtidos pelas autoridades de higiene para indústria. A exigência física do trabalho foi estimada usando um questionário próprio.

O estudo encontrou o seguinte:

  • Entre as 3.719 mulheres que forneceram informações do momento da concepção – onde o tempo de seis meses foi considerado longo – 15% relataram entre seis meses e um ano e 10% mais de um ano.
  • Um pouquinho mais do que 01 em 20 (ou 5,5%) tiveram parto prematuro, menos de 37 semanas de gravidez e 1,2% tiveram nascimento com menos de 34 semanas.
  • 15% das crianças tiveram peso reduzido, menor que 3.000 g e 5% tiveram baixo peso, menos que 2.500 g.

Por Michael Smith, North American Correspondent, MedPage Today
Tradução: Prof. Dr. Gilberto da Costa Freitas

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